Algumas perguntas e medos cercam a pessoa que se descobre gay. Depois do medo de se descobrir a pergunta que paira é: como eu serei aceito por minha família? Dependendo do lar isso pode se tornar mais difícil. O que temos que nos perguntar ao fazer esta grande descoberta é: Será que eu me aceito?

Os maiores problemas de aceitação estão dentro dos lares super machistas e religiosos. As pessoas não conseguem aceitar que isto não é uma opção, mas os homossexuais nascem dessa forma. Eles não tem culpa alguma, mas algumas perguntas devem ser feitas para você mesmo antes de ser aceito pela família.

Será que eu me aceito?

Será que quando eu olho pra dentro de mim mesmo aceito ser quem eu sou de verdade? Será que eu acredito me mim? Você deve se fazer esta pergunta, porque se nem você mesmo se aceita como você acha que seus familiares podem te aceitar por ser gay? Encare isso de frente. O mundo é mais bonito fora do armário.

As pessoas passam tanto tempo procurando respostas – respostas não, desculpas. A preocupação da família é eminente quando há a revelação de um filho gay, mas é a opção sexual. Não podemos nos trancafiar em nossos mundinhos procurando desculpas para dizer que a homossexualidade não existe dentro.

Quando o preconceito não está em casa

Quando isso não acontece dentro das nossas casas a questão fica mais simples. É mais fácil falar quando em um almoço ou jantar seus pais não usam de nomes taxativos (viadinho, mulherzinha, baitola, bichinha, sapatão) para falar de determinada pessoa. Quando isso acontece dentro do seu lar você acha que não haverá aceitação por parte deles da mesma forma que eles não respeitam os outros serem humanos. A revelação se torna um fardo que você carrega.

Tudo isso pode ser muito difícil, mas a maioria dos pais tem determinadas atitudes porque não conhecem a verdadeira realidade de pessoas que estão passando por momento como este. Eu tenho certeza que se você abrir seu coração haverá a aceitação dos seus pais, afinal, você não está cometendo crime nenhum, mas se você fica calado e se reprimir, comete um crime contra si mesmo.

Nossos pais acham que isso acontece porque os outros não tiveram um boa educação, ou sei lá o que. Quando eles perceberem que não é desse jeito que se define opção sexual começarão a aceitar mais os outros que são como você. Vão entender que não escolhemos ser dessa forma, mas nascemos assim e isso não muda, apenas se aceita e respeita.

Gostamos de levar informações e humor para fora do armário, além de espalhar glitter e purpurina pelo mundo. Queremos um mundo onde todas as gay, bi, trans e as sapatônicas se sintam livres - um mundo sem preconceito.