ser gay é crime em 72 países

Parece absurdo que em pleno século XXI haja leis que proíbam a liberdade. Atualmente, ainda existem no mundo 72 países que criminalizam a relação homossexual e em oito deles ser gay ou lésbica pode custar à vida.

Em muitos lugares, mesmo que não sejam perseguidos pela lei, os LGBTs são alvo de rejeição social, discriminação e assédio. Um relatório divulgado pela Associação Internacional de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Transexuais e Intersexuais (Ilga), “Homofobia de Estado”, mostra os números assustadores.

O meu gostar é capaz de interferir na vida de milhares de pessoas a ponto de eu me esconder, ter meus direitos violados e até ser condenado a morte? Parece que muitos ainda pensam desta maneira.

O “ser homossexual” é crime em boa parte da Europa Oriental, Ásia, África – exceto África do Sul, Ilhas Seychelles e Cabo Verde -, parte da América Central e da América do Sul.

Um terço dos Estados que integram a ONU criminalizam o relacionamento entre pessoas do mesmo sexo (em 45 deles a lei se aplica tanto para mulheres quanto para homens).

Aos que vivem no Irã, na Arábia Saudita, no Iêmen e no Sudão não há liberdade nenhuma. A pena de morte é aplicada às relações homossexuais. Na Somália e na Nigéria, em algumas províncias.

Orientação sexual no mundo

Síria e Iraque são dois lugares onde a pena de morte é realizada por atores não estatais. Em ambos os casos o Estado Islâmico é o responsável por aplicá-la nas regiões onde tem controle.

No Paquistão, Afeganistão, Emirados Árabes Unidos, Catar e Mauritânia – a pena de morte é tecnicamente permitida por uma interpretação da lei islâmica (sharia), ainda que não seja aplicada.

Já em lugares como Uganda, Zâmbia, Tanzânia, Índia, Barbados e Guiana as relações homossexuais podem ser castigadas com penas que vão de 14 anos à prisão perpétua. E em países do norte da África, como Líbia, Argélia e Marrocos, as leis contemplam penas de três a sete anos de reclusão.

O relatório da Ilga menciona em suas páginas que a perseguição e o assassinato de homossexuais na República Russa da Chechênia, de maioria muçulmana, estão inclusos na pesquisa.

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