relação gay

Um projeto de lei, com apoio de 10 principais partidos políticos da Indonésia, prevê a proibição do sexo gay no país. O ato será punível cm até cinco anos de prisão. Em dezembro, o Supremo Tribunal indonésio bloqueou o pedido de proibição, mas parece que se trata de uma medida temporária.

O secretário-geral Arsul Sani ajudou a criar o novo código criminal. “A nova lei aplica-se para pessoas do mesmo gênero que fazem sexo, o que basicamente é um ato proibido. É considerado o mesmo que o adultério, onde homens e mulheres que fazem sexo fora do casamento podem ser considerados um crime”.

A notícia vem poucos dias depois que a polícia indonésia prendeu 12 mulheres transgêneros em Aceh e raspou a cabeça delas como forma de “transformá-las em homens”.

Aceh é a única parte do país, de maioria muçulmana, onde o sexo gay já é ilegal, já que a região tem a lei da Shariah, tendo conquistado essa concessão do governo como parte de um acordo de autonomia de 2005.

A invasão em salões foi chamada “operasi penyakit masyarakat”, que se traduz como “operação de doença comunitária”.

Aplicativos gays também foram retirados da Play Store na Indonésia em meio a uma repressão do governo à comunidade LGBT.

Andreas Harsono, da Human Rights Watch, disse que a nova lei “criará novas infrações discriminatórias que não existem no atual código penal. Isso diminuirá os esforços da Indonésia para desenvolver sua economia, sociedade, conhecimento e educação … se as agências de aplicação da lei estiverem ocupadas em policiar a moralidade”.

Em maio, dois homens foram chicoteados em Aceh como punição pelo sexo entre mesmo gênero. Os jovens de 20 e 23 anos de idade, identificados apenas pelas suas iniciais – MH e MT – foram os primeiros a ser condenados a punição pelo sexo gay na região.

O pai de um dos homens, que pediu anonimato, disse que não sabia que seu filho não era hétero antes de ser preso.