proibição de cura gay

Foi aprovado pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP) nesta semana, uma resolução que proíbe a técnica de “cura gay” aos transexuais e travestis. Segundo o trecho é proibido “propor, realizar ou colaborar com qualquer evento ou serviço, nas esferas público e privadas, que visem conversão, reversão, readequação ou reorientação de identidade de gênero”.

O documento prevê que os psicólogos devem atuar de acordo com os princípios éticos e conhecimentos da profissão para ajudar a eliminar o preconceito e não exercerão ou serão coniventes com qualquer ação que favoreça a discriminação. A resolução é parecida com a adotada no caso de homossexuais com a “cura gay” proibida há quase duas décadas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) a retirou de sua lista de doenças em 1992.

A nova regulamentação também prevê que os profissionais da área não participem de pronunciamentos, em meios de comunicação ou na internet, que legitimem ou reforcem o preconceito. É vedado exercer qualquer ação que favoreça a patologização de transexuais e travestis e que, na prática profissional, deverão reconhecer e legitimar a autodeterminação desses grupos em relação a suas identidades de gênero.

O CFP lembra que expressões e identidades de gênero são possibilidades da existência humana e não devem ser compreendidas como transtornos mentais, desvios ou inadequações. Resolução semelhante à que veta a “cura gay” vale para profissionais de todo o Brasil e já entrou em vigor.