LGBTfobia no Carnaval

Como forma de conscientizar os cidadãos e dar uma folia respeitosa na Marquês de Sapucaí e nos blocos de rua, as instituições estaduais no Rio iniciaram uma campanha para o carnaval deste ano. Até o dia 18 deste mês, temas como racismo, homofobia, abuso contra a mulher e cuidados com as crianças serão debatidos nas redes sociais e apresentados nas tevês dos vagões do Metrô, estações da SuperVia e das Barcas, plataformas e ônibus do BRT.

Para o secretário de Direitos Humanos e Políticas para Mulheres e Idosos, Átila Alexandre Nunes, o assédio e violência é crime e não pode ser banalizado ou relevado. “Além de respeitar, é fundamental que as pessoas não ignorem nenhum tipo de assédio sexual que presenciarem. Colocar-se ao lado da vítima é fundamental não apenas para dar suporte naquele momento, mas também para inibir o abusador”, disse em entrevista ao jornal O Globo.

Mensagens com as hashtags #CarnavalSeguro e #FoliãoConsciente, passarão nas telonas, o que vai impactar cerca de 880 mil passageiros por dia, bem como em 48 monitores nas estações de trem da Central do Brasil e de Deodoro. A campanha também chegará aos foliões pelas redes sociais: os mais de 550 mil seguidores dos perfis do MetrôRio e da SuperVia vão receber algumas orientações nos dias que antecedem a festa e durante o esquema especial de operação.

Serviço LGBT no Carnaval

As pessoas que sofrerem ou presenciarem casos de LGBTfobia podem fazer denúncias através do Disque Cidadania LGBT. Nos cinco dias de folia as pessoas podem solicitar assistências psicológica, jurídica e social, além de tirar dúvidas e solicitar informações. O canal, que funciona no telefone 0800 0234 567 e vai funcionar das 14h às 20h, de sexta-feira, dia 9, à terça-feira de carnaval, dia 13.

Mais uma vez as redes sociais ganharão força e serão um importante canal para divulgação da campanha. Com o tema Amor Livre #CarnavalSemPreconceitos, o Rio Sem Homofobia levará essa mensagem contra preconceitos ou discriminações durante toda a folia.